segunda-feira, 31 de maio de 2010


A brisa noturna faz eu me sentir mais viva.
Acho que sempre tive uma quedinha pela farra e boemia.
Gosto da pipoca, da multidão, de estar no meio das pessoas dançando e bebendo felizes.
Sempre penso duas vezes antes de terminar um relacionamento, pois temo que, com a liberdade, eu não queria voltar mais para a vida em par.
E passe a fugir do compromisso pro resto da vida.
Temo gostar disso.
Ás vezes fico em casa.
Mas, à noite, o cheiro da rua é bem melhor!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Não aceito a dor

Oque mais eu posso fazer?
Ligar?
Atormentar?
Pedir prá voltar?
Não quero isso.
Sei que não demos certo.
E que nem vamos dar.
Portanto, não adianta reaproximar.
Já rolou oque tinha prá rolar.
Então só me resta lembrar..
E lembrar, e lembrar e lembrar
Dos momentos perfeitos e incríveis.
E chorar.

Porque não há mais nada a fazer.
A obsessão ainda existe.
Mesmo 1 mês depois do término.
É incrível, porque não consigo esquecer?
Porque temos o costume de ficar
Obcecados por alguém que nem gostamos?

Me dói saber que ele talvez nem se lembre mais
E enfatizava tanto a importância dos momentos
E se apaixonou, seu olhar brilhou, chorou, implorou
E agora nem dá sinal de vida.
Dói em mim, dói nele?
Provavelmente não. Fui vítima de um ator.

Adianta ficar pensando essas coisas?
Adianta ficar questionando oque poderia ter sido feito diferente?
Adianta questionar tudo oque ele havia me falado?
Adianta questionar se oque vivi foi realidade ou ilusão?
Adianta ficar pensando se ele está com alguém agora??
Não!
Definitivamente.
De nada adianta chorar sob o leite derramado.
Passou, foi bom, curti, marcou.
Agora chega de lembranças e pensamentos obsessivos.
DESAPEGO.

domingo, 16 de maio de 2010

O nome

Não consigo ouvir seu nome
Nem dizê-lo (ainda)
Eu sonho com seu nome
Sonho que estou lendo ele
Dois nomes bruxos
Que me enfeitiçaram
Pôrra de nome
Carregado de significados
Me assombra dia e noite
Dança em minha mente

O apego por ele era tanto
Não pela sua pessoa em si
Mas pelo q vc significava prá mim
Não tenho saudades da pessoa em si
Mas de tudo oque tivemos
Dos risos que provocamos
Do vinho que tomamos
Do céu estrelado que olhamos
No acampamento

Tenho saudades de um carnaval
e de uma quaresma específica
Onde tudo aconteceu

Não quero que vc volte prá mim
Não temos mais chance juntos
Não deu certo e a vida continua
Mas o apego que tenho
é pelo sentimento que existia
E que agora arranco daqui
Forçadamente
E ele não queria sair
Porque tava no começo
Não haviam ainda muitas mágoas
Tinha força para continuar
Mas a mente foi fraca
E achou melhor abortar logo
Antes da situação ficar trágica
E fica um buraco gigantesco

Por cima do buraco páira uma névoa
Tal qual a fumaça de um vulcão
Que há muito não explode
Essa fumaça se chama ilusão
Dor.
Sim.
Mas também existe a certeza de que
Vai passar.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Ice Mint

Faz muito tempo que sumi daqui... Muito tempo que não tinha o que reclamar dos homens. Ou melhor, tive. Nesses quatro meses que fiquei sumida daqui eu tinha muito a dizer... Mas preferi acreditar que poderia ser diferente desta vez.. e acabei me ausentando. A verdade é que, nesses últimos meses, eu estava namorando... E agora voltei pro blog, "phudida e mal paga", a fim de extravasar todos os novos problemas detectados com os homens da atualidade.

O meu terceiro namorado renderá um post inteiro só prá ele (embora não mereça nem meio).

Mas antes preciso comentar sobre como me sinto hoje...




Era mês de maio. Naquele dia específico ela fora trabalhar com uma roupa diferente. Roupa nova. Bota nova, modelo country. Modelo que já estava usando há anos. Mas só agora ela tivera a oportunidade de adquirir. Era marron a bota. Os óculos também. Ficou bonita, igual madame, combinando... O cabelo tava mais claro que o normal. Graças às mechas californianas feitas um dia antes, em um salão quase ao lado da casa do ex-namorado. Ter passado a manhã no salão havia feito bem aquele dia. Mas a volta trouxe muitas recordações, passando por ruas onde antes os dois caminhavam juntos.


Ela pensou que se sentiria mais confiante com o cabelo mais claro. Iria chamar mais atenção na rua, de olhares masculinos, principalmente. Talvez isso fizesse bem pro ego. E de fato fez, mesmo que por alguns minutos. Ela caminhou até o ponto de ônibus ouvindo no volume máximo a "Canção Noturna", do Skank, em seu MP4. Parou por alguns segundos. Olhou pro outro lado da rua e viu que tinha uma padaria. Resolveu comprar cigarros. Fumar era um hábito recente dela. Só o fazia quando precisava pensar sobre algo, refletir. Fumar era sinônimo de reflexão para ela. Apesar de ter pegado gosto há poucos meses, aprendera com o ex-namorado, a fumar em comemoração por algum acontecimento bom. Bebiam vinho aos finais de semana e nessas ocasiões ela sempre dava um jeitinho de comoprar alguns cigarros picados de menta para saborear (ou não) ao lado dele. Ou quando tinham alguma D.R. Era bom. Ela tinha a impressão de que fumando agregaria um ar mais introspectivo ao seu visual. Ledo engano.

Mas no momento os cigarros faziam falta. Ela precisava dar uns tragos mentolados (Ice Mint) olhando aquela avenida, praticamente ao lado do prédio do ex. E foi oque ela fez. Deixou passar um, dois, três, quatro ônibus, enquanto curtia seu cigarro.

Depois resolveu ir embora logo. As lágrimas não caíram, mas ela precisava pagar umas contas ainda antes de ir trabalhar. E preciava URGENTEMENTE gastar bons minutos na frente do espelho olhando o cabelo novo antes de pegar serviço.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Meu primeiro namorado

Então, eu realmente acho q todo mundo passa, pelo menos uma vez na vida, pela experiência de "quase se casar". E comigo não poderia ser diferente. O meu primeiro namorado era perfeito, um anjo mesmo. Apresentei perante família e resolvi investir. Descobrimos q estávamos completamente apaixonados, mas só dissemos "Eu te amo" depois de uns 9 meses. Perdi minha virgindade com ele, e vice-versa.

Não só eu, mas minha família tb o amava. Nos dávamos muito bem, vide compatibilidade amorosa dos signos Touro X Touro (http://www.estrelaguia.com.br/horoscopo/compatibilidade-amorosa/touro/touro). Ele fazia tudo para mim, TU-DO mesmo. Me buscava em qualquer canto do mundo apenas para evitar q eu andasse de ônibus. Na faculdade, no trabalho, no inglês, no salão de beleza e até nas boates q eu ia uma vez a cada 3 meses, numa balada EXCLUSIVA SÓ COM AMIGAS. A cara dele não ficava muito boa quando eu ligava ás 4 da manhã falando q ele já podia ir nos buscar, mas ele ia mesmo assim.

Em seis anos de namoro acabamos planejando casamento, compramos apartamento e pretendíamos ficar noivos após eu concluir a minha gradução. Mas um dia eu descobri q era muito nova para me casar e a relação eu tive q acabar. Descobri tb q não era só porq ele era quase um capacho q isso faria o meu amor aumentar. E as pessoas sempre me pressionavam e impressionavam dizendo q eu JA-MAIS encontraria alguém feito ele. Mas, infelizmente, da noite pro dia, percebi q o amor havia acabado, e nós terminamos.
É claro q foi dolorido prá mim. E prá ele doloridíssimo. Meus familiares ficaram arrasados e os dele NUNCA MAIS QUISERAM ME VER VIVA. Tentamos manter alguma amizade, e acabaram rolando umas recaídas tempos depois. Mas não rola absoutamente nada mais, e eu nem tenho a mínima vontade de voltar. Junto com o meu desejo de término veio uma vontade insuportável de ter outras experiências, ao invés de me casar com o primeiro cara com quem transei. Sentia falta tb de ter outros namorados, ver como seriam, como me tratariam. E desde então venho tentando fazer isso.

Por mais q este término pareça extremamente bem resolvido em mim, ás vezes culpo essa opção q fiz (quando optei por terminar) como a responsável pelo fracasso dos outros relacionamentos q eu viria a ter depois (e ainda estou tendo). Talvez eu deveria ter feito terapia, ou talvez ainda haja tempo de fazê-la para digerir bem isso. Embora eu acredite q já esteja mais do q digerido... Já tirei ele de mim, não existe mais! O problema são as marcas, vícios e mimos q relacionamentos tããoããão longos são capazes de deixar. Afinal, 6 anos não são 6 dias! Tenho medo de nunca mais conseguir párar de comparar os caras q conheci depois do término, há 1 ano e 3 meses, com o meu ex. Elas são cruéis, talvez injustas, e simplesmente não consigo evitá-las....

Meus primeiros amores...


Minhas aventuras amorosas iniciaram-se quando eu tinha apenas uns 5 anos de idade. Comecei a gostar de um menino q morava num prédio próximo ao meu. Ele nunca me deu bola, óbvio, e isso durou até eu completar uns 10 anos. Tudo muito platônico, sempre. Depois foram alguns meninos do colégio, mas eu logo mudava de alvo quando percebia q não tinha nenhuma chance. (Explico: sempre me cuidei, pele e cabelo, mas sempre me achei uma adolescente bem feinha, e realmente era. Apenas a partir dos 16 anos comecei a eliminar os quilinhos a mais, e a me admirar de fato.)

Aos 12 anos rolou meu primeiro beijo, numa bagunça de carnaval, aproveitando uns minutos de distração do meu pai, q ficava me vigiando.

O cara queria pedir meu pai para namorar comigo no mesmo dia. E é claro q meu pai jamais deixaria: o menino era meio doidinho, fumava um cigarro atrás do outro e tinha uns 19 anos. Além disso, eu era nova demais para namorar, meu pai sempre dizia. Em dezembro daquele mesmo ano o meu pai faleceu. Eu já havia feito 13. Mas nem por isso "despiroquei o cabeção". Levou um tempão para eu beijar de novo, e namorar nem se fala.

Aos 16, arrumei meu primeiro emprego (estágio, na verdade) e conquistei uma certa "semi-independência". Mamãe sempre confiou muito em mim, e comecei a sair bastante, pois tinha grana para gastar comigo mesma (salão, roupas, meu primeiro celular, etc...) ao invés de depender dela prá tudo. Com essas saídas, óbviamente veio o segundo garoto q beijei, o terceiro, o quarto e o 116º. Nada de namoro, apenas ficantes. Vivia adulterando a data de nascimento da minha carteirinha de estudante, da minha irmã e de nossas amigas, para termos idade suficiente para frequentar as melhores baladas da época.

Um ano, muitos shows e micaretas depois, beijação total para recuperar todo o tempo perdido. E então, depois de muitas dores de garganta, sapinho e injeções de Bezetacil de deixar a bunda roxa, já com 17 anos, conheci o cara q seria o meu primeiro namorado ("e marido", pensei quando o vi). Fomos apresentados dentro de uma igreja, no final de uma missa de Bodas de casamento, e quando nossos olhares se encontraram eu já senti, bem lá no fundo, q ele era o cara q eu estava esperando. Não q a vida de gandaia estivesse ruim, mas eu tava muito curiosa para saber como era namorar alguém.

Prazer, Luluzinha. Apresentação pessoal.

Me formei em jornalismo agora em dezembro. É, eu sei q não sou muito normal. Mas muito antes de saber qual curso queria fazer eu já havia percebido q era diferente. Diferente porq ás vezes me acho meio loukinha se comparada às outras pessoas. Ás vezes sinto q nasci para brilhar, para transformar o mundo, sou uma filha realmente especial de Deus. Mas Deus não descobriu isso ainda...

E enquanto isso eu vou vivendo do jeito q posso, no anonimato. Meu sonho é um dia ter um livro, um filme, algo falando de mim. Talvez eu precise provar prá mim mesma q sou importante, q me destaco na multidão, e essa é a forma estranha q encontrei para começar a minha carreira famosa: criando um blog.

Sim, eu já havia tido essa idéia há bilhares de anos atrás e o máximo q consegui foi criar um blog sobre regime e dietas. Ficou famoso por sinal, tinha algumas dezenas de seguidoras. Mas a faculdade e o trabalho me impediram de dar continuidade, tanto ao blog quanto ao regime. Rsrsrs..

E agora, aki estou eu novamente, contando coisas para uma máquina virtual, mas q eu pretendo q atinja milhares de pessoas. Para q todas possam se sentir à vontade para acessar, ler, criticar, ou me ajudar com minhas dúvidas e manias psicóticas. Vamos lá.