Minhas aventuras amorosas iniciaram-se quando eu tinha apenas uns 5 anos de idade. Comecei a gostar de um menino q morava num prédio próximo ao meu. Ele nunca me deu bola, óbvio, e isso durou até eu completar uns 10 anos. Tudo muito platônico, sempre. Depois foram alguns meninos do colégio, mas eu logo mudava de alvo quando percebia q não tinha nenhuma chance. (Explico: sempre me cuidei, pele e cabelo, mas sempre me achei uma adolescente bem feinha, e realmente era. Apenas a partir dos 16 anos comecei a eliminar os quilinhos a mais, e a me admirar de fato.)
Aos 12 anos rolou meu primeiro beijo, numa bagunça de carnaval, aproveitando uns minutos de distração do meu pai, q ficava me vigiando.

O cara queria pedir meu pai para namorar comigo no mesmo dia. E é claro q meu pai jamais deixaria: o menino era meio doidinho, fumava um cigarro atrás do outro e tinha uns 19 anos. Além disso, eu era nova demais para namorar, meu pai sempre dizia. Em dezembro daquele mesmo ano o meu pai faleceu. Eu já havia feito 13. Mas nem por isso "despiroquei o cabeção". Levou um tempão para eu beijar de novo, e namorar nem se fala.
Aos 16, arrumei meu primeiro emprego (estágio, na verdade) e conquistei uma certa "semi-independência". Mamãe sempre confiou muito em mim, e comecei a sair bastante, pois tinha grana para gastar comigo mesma (salão, roupas, meu primeiro celular, etc...) ao invés de depender dela prá tudo. Com essas saídas, óbviamente veio o segundo garoto q beijei, o terceiro, o quarto e o 116º. Nada de namoro, apenas ficantes. Vivia adulterando a data de nascimento da minha carteirinha de estudante, da minha irmã e de nossas amigas, para termos idade suficiente para frequentar as melhores baladas da época.
Um ano, muitos shows e micaretas depois, beijação total para recuperar todo o tempo perdido. E então, depois de muitas dores de garganta, sapinho e injeções de Bezetacil de deixar a bunda roxa, já com 17 anos, conheci o cara q seria o meu primeiro namorado ("e marido", pensei quando o vi). Fomos apresentados dentro de uma igreja, no final de uma missa de Bodas de casamento, e quando nossos olhares se encontraram eu já senti, bem lá no fundo, q ele era o cara q eu estava esperando. Não q a vida de gandaia estivesse ruim, mas eu tava muito curiosa para saber como era namorar alguém.
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