domingo, 3 de janeiro de 2010

Meu primeiro namorado

Então, eu realmente acho q todo mundo passa, pelo menos uma vez na vida, pela experiência de "quase se casar". E comigo não poderia ser diferente. O meu primeiro namorado era perfeito, um anjo mesmo. Apresentei perante família e resolvi investir. Descobrimos q estávamos completamente apaixonados, mas só dissemos "Eu te amo" depois de uns 9 meses. Perdi minha virgindade com ele, e vice-versa.

Não só eu, mas minha família tb o amava. Nos dávamos muito bem, vide compatibilidade amorosa dos signos Touro X Touro (http://www.estrelaguia.com.br/horoscopo/compatibilidade-amorosa/touro/touro). Ele fazia tudo para mim, TU-DO mesmo. Me buscava em qualquer canto do mundo apenas para evitar q eu andasse de ônibus. Na faculdade, no trabalho, no inglês, no salão de beleza e até nas boates q eu ia uma vez a cada 3 meses, numa balada EXCLUSIVA SÓ COM AMIGAS. A cara dele não ficava muito boa quando eu ligava ás 4 da manhã falando q ele já podia ir nos buscar, mas ele ia mesmo assim.

Em seis anos de namoro acabamos planejando casamento, compramos apartamento e pretendíamos ficar noivos após eu concluir a minha gradução. Mas um dia eu descobri q era muito nova para me casar e a relação eu tive q acabar. Descobri tb q não era só porq ele era quase um capacho q isso faria o meu amor aumentar. E as pessoas sempre me pressionavam e impressionavam dizendo q eu JA-MAIS encontraria alguém feito ele. Mas, infelizmente, da noite pro dia, percebi q o amor havia acabado, e nós terminamos.
É claro q foi dolorido prá mim. E prá ele doloridíssimo. Meus familiares ficaram arrasados e os dele NUNCA MAIS QUISERAM ME VER VIVA. Tentamos manter alguma amizade, e acabaram rolando umas recaídas tempos depois. Mas não rola absoutamente nada mais, e eu nem tenho a mínima vontade de voltar. Junto com o meu desejo de término veio uma vontade insuportável de ter outras experiências, ao invés de me casar com o primeiro cara com quem transei. Sentia falta tb de ter outros namorados, ver como seriam, como me tratariam. E desde então venho tentando fazer isso.

Por mais q este término pareça extremamente bem resolvido em mim, ás vezes culpo essa opção q fiz (quando optei por terminar) como a responsável pelo fracasso dos outros relacionamentos q eu viria a ter depois (e ainda estou tendo). Talvez eu deveria ter feito terapia, ou talvez ainda haja tempo de fazê-la para digerir bem isso. Embora eu acredite q já esteja mais do q digerido... Já tirei ele de mim, não existe mais! O problema são as marcas, vícios e mimos q relacionamentos tããoããão longos são capazes de deixar. Afinal, 6 anos não são 6 dias! Tenho medo de nunca mais conseguir párar de comparar os caras q conheci depois do término, há 1 ano e 3 meses, com o meu ex. Elas são cruéis, talvez injustas, e simplesmente não consigo evitá-las....

Meus primeiros amores...


Minhas aventuras amorosas iniciaram-se quando eu tinha apenas uns 5 anos de idade. Comecei a gostar de um menino q morava num prédio próximo ao meu. Ele nunca me deu bola, óbvio, e isso durou até eu completar uns 10 anos. Tudo muito platônico, sempre. Depois foram alguns meninos do colégio, mas eu logo mudava de alvo quando percebia q não tinha nenhuma chance. (Explico: sempre me cuidei, pele e cabelo, mas sempre me achei uma adolescente bem feinha, e realmente era. Apenas a partir dos 16 anos comecei a eliminar os quilinhos a mais, e a me admirar de fato.)

Aos 12 anos rolou meu primeiro beijo, numa bagunça de carnaval, aproveitando uns minutos de distração do meu pai, q ficava me vigiando.

O cara queria pedir meu pai para namorar comigo no mesmo dia. E é claro q meu pai jamais deixaria: o menino era meio doidinho, fumava um cigarro atrás do outro e tinha uns 19 anos. Além disso, eu era nova demais para namorar, meu pai sempre dizia. Em dezembro daquele mesmo ano o meu pai faleceu. Eu já havia feito 13. Mas nem por isso "despiroquei o cabeção". Levou um tempão para eu beijar de novo, e namorar nem se fala.

Aos 16, arrumei meu primeiro emprego (estágio, na verdade) e conquistei uma certa "semi-independência". Mamãe sempre confiou muito em mim, e comecei a sair bastante, pois tinha grana para gastar comigo mesma (salão, roupas, meu primeiro celular, etc...) ao invés de depender dela prá tudo. Com essas saídas, óbviamente veio o segundo garoto q beijei, o terceiro, o quarto e o 116º. Nada de namoro, apenas ficantes. Vivia adulterando a data de nascimento da minha carteirinha de estudante, da minha irmã e de nossas amigas, para termos idade suficiente para frequentar as melhores baladas da época.

Um ano, muitos shows e micaretas depois, beijação total para recuperar todo o tempo perdido. E então, depois de muitas dores de garganta, sapinho e injeções de Bezetacil de deixar a bunda roxa, já com 17 anos, conheci o cara q seria o meu primeiro namorado ("e marido", pensei quando o vi). Fomos apresentados dentro de uma igreja, no final de uma missa de Bodas de casamento, e quando nossos olhares se encontraram eu já senti, bem lá no fundo, q ele era o cara q eu estava esperando. Não q a vida de gandaia estivesse ruim, mas eu tava muito curiosa para saber como era namorar alguém.

Prazer, Luluzinha. Apresentação pessoal.

Me formei em jornalismo agora em dezembro. É, eu sei q não sou muito normal. Mas muito antes de saber qual curso queria fazer eu já havia percebido q era diferente. Diferente porq ás vezes me acho meio loukinha se comparada às outras pessoas. Ás vezes sinto q nasci para brilhar, para transformar o mundo, sou uma filha realmente especial de Deus. Mas Deus não descobriu isso ainda...

E enquanto isso eu vou vivendo do jeito q posso, no anonimato. Meu sonho é um dia ter um livro, um filme, algo falando de mim. Talvez eu precise provar prá mim mesma q sou importante, q me destaco na multidão, e essa é a forma estranha q encontrei para começar a minha carreira famosa: criando um blog.

Sim, eu já havia tido essa idéia há bilhares de anos atrás e o máximo q consegui foi criar um blog sobre regime e dietas. Ficou famoso por sinal, tinha algumas dezenas de seguidoras. Mas a faculdade e o trabalho me impediram de dar continuidade, tanto ao blog quanto ao regime. Rsrsrs..

E agora, aki estou eu novamente, contando coisas para uma máquina virtual, mas q eu pretendo q atinja milhares de pessoas. Para q todas possam se sentir à vontade para acessar, ler, criticar, ou me ajudar com minhas dúvidas e manias psicóticas. Vamos lá.